Disponível na Netflix desde o inicio do ano, Drácula é uma minissérie de três episódios em co-produção com a BBC.

São três longos episódios, com cerca de hora e meia cada e com estilos marcadamente diferentes.

A série pega na história clássica de Bram Stoker e, apesar de manter muito do essencial, opta por uma nova visão dos acontecimentos, centrando mais a atenção no monstro que nas vítimas e dando um maior destaque a algumas das personagens secundárias.

Ainda assim, o primeiro episódio é quase um clássico do terror, com algumas cenas marcadamente macabras, num registo de que, pessoalmente, não sou fã. O episódio não me cativou e, se não fossem apenas três, julgo que não teria ido mais além.

O Conde Drácula e Jonathan Harker no primeiro episódio

Ainda bem que não desisti.

O segundo episódio abandona a Transilvânia e encontramos um curioso grupo de personagens embarcados num navio rumo a Londres, entre os quais se encontra o Conde. Apreciei bastante mais a atmosfera deste episódio e, não sabendo nada sobre a série, fiquei deveras surpreendido com a reviravolta que se deu ultimo minuto.

O Conde, no Demeter com alguns companheiros de viagem

O que nos leva ao terceiro e último episódio. Um episódio francamente bom e totalmente inesperado. Com um estilo refrescante, com momentos de humor genuíno, foi um prazer de assistir e a única crítica a apontar é a de que soube a pouco.

Apesar de o desfecho parecer definitivo, nestas coisas há sempre espaço para novos recomeços. De qualquer forma, ficaram algumas questões por responder: o financiamento da fundação, a contratação dos mercenários, etc.

Temporada 2? Eu assistiria.

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