Pela net fora, as situações de plágio são recorrentes. Da minha parte já me incomodou mais. Hoje penso de maneira diferente: quando lançamos um texto ou uma fotografia na web, deixa de ser nosso. É impossível controlar as partilhas, as cópias, os usos e abusos que lhe venham a dar. Não adianta lutar contra esta situação. Daí que os conteúdos que publico estejam sujeitos a licença Creative Commons: “isto significa que pode utilizar, copiar e modificar qualquer parte deste site para seu uso pessoal desde que dê o devido crédito ao seu autor e mantenha o mesmo estilo de partilha. Nenhuma parte deste site pode ser utilizado para qualquer fim comercial sem a devida autorização prévia do seu autor.”. Parece-me justo.

Pois bem, parece que os senhores redatores do Diário da República não querem saber destes pormenores mundanos.

Saiu hoje, em Diário da República, o despacho que cria o Observatório do Pinhal do Rei. (Não estou aqui a comentar ou a criticar a criação do observatório, note-se bem.) Parte do texto introdutório é-me, lamentavelmente, familiar.

Reparem, então:

Este primeiro parágrafo é curiosamente semelhante a este meu primeiro ponto. O Diário da República, entretanto, encurta um pouco a Mata Nacional.

Mas, depois continua:

Naquele mesmo post, em 30 de outubro escrevia eu:

No fatídico dia 15 de outubro de 2017, mais de 500 incêndios assolaram o norte e centro de Portugal. Um deles, com início na Burinhosa, poucos quilómetros a sul da Marinha Grande, propagou-se com elevada rapidez para norte através da Mata Nacional, sem parar nos aceiros ou arrifes, saltando estradas e rios, pela noite dentro, acabando por ser extinguir cerca de 40 km a norte do seu ponto inicial, atravessando três matas nacionais e quatro concelhos.

A contabilidade final revela-se pior que as primeiras previsões: 86% do Pinhal do Rei foi consumido pelas chamas.

Este torna-se, assim, o mais grave incêndio no Pinhal de Leiria desde que há memória. Até à data, o maior incêndio registado terá sido o de 1834, no qual terão ardido cerca de 5000 ha, seguido do de 2003 com 2563 ha ardidos.

Posto isto, desejo as maiores felicidades ao Observatório do Pinhal do Rei. Vão ter uma luta árdua, provavelmente até inglória, pela frente. Boa sorte!

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