Em defesa dos peçonhentos: o caso das processionárias

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22 resultados

  1. dunyazade diz:

    Este artigo devia estar num jornal de grande circulação. *****

  2. António Dias diz:

    Gostei do texto, só não concordo com a classificação “inofensivas” porque para além dos mencionados danos a pessoas e animais domésticos, as “processionárias” provocam a morte precoce dos pinheiros onde se instalam…

    • Carlos Franquinho Carlos Franquinho diz:

      Caro António, as minhas palavras foram “inofensivo se for deixado em paz”. :)
      Relativamente aos pinheiros, apenas os muito jovens ou os que já estejam debilitados por qualquer outra doença sucubem ao ataque das processionárias. Num pinhal saudável estamos a falar de uma percentagem muito baixa e, num ecossistema equilibrado, julgo que podemos afirmar que as processionárias têm um impacto ecológico nulo.

  3. Maria diz:

    Pois, mas o que se verifica é que, certamente porque os ecossistemas estão desequilibrados, existe uma proliferação extrema da lagarta do pinheiro por todo o território nacional. Os pinheiros estão a definhar e torna-se perigoso os passeios pelo campo. Quanto às escolas, não se trata de as árvores serem ou não adequadas, os pinheiros já lá estavam quando as escolas foram construídas.
    Há que acautelar esta situação e encará-la como um problema de saúde pública.

    • Carlos Franquinho Carlos Franquinho diz:

      Não me parece que exista essa proliferação extrema de que fala, Maria. Existem alguns locais em que, pontualmente, existe uma maior concentração de lagartas mas não me parece que chegue a ser preocupante para os pinhais. Pode dar exemplos de algum pinhal em que, digamos, mais de 20% das árvores estejam a morrer? Ou mais de 10%?

      Se lhe parece que os passeios no campo são perigosos, não a vou contradizer, mas as processionárias são um perigo menor, se comparadas com carraças, víboras, javalis ou vespas e abelhas, por exemplo. E já nem falo dos lobos que, até meados do século passado, eram a ovelha negra do nosso mundo natural. Todos eles acarretam um risco potencial que deve ser levado em conta quando passeamos pelo campo. Mas fazem parte de um todo (natureza) que não nos podemos dar ao luxo de querer adequar aos nossos caprichos.

      Falando de saúde pública, julgo que nos devíamos preocupar mais com a aplicação de glifosato nos nossos passeios (mesmo junto às escolas), que com as processionárias que, repito, só são um problema quando não as deixamos em paz.

  4. Chico diz:

    Carlos permita-me que discorde, conhece Faro? conhece a zona de do Aeroporto? há uma zona de 100 Hectares de Pinhal com mais de 50 anos que está num estado lastimável devido á processionárias. No Algarve em toda a Zona Litoral em Cada 10 pinheiros 9 estão afectados.

    Espero que nunca tenhas a infelicidade de testemunhar a morte de um ou de uma matilha dos teus cães, ahh mas espera é FALTA DE RESPONSABILIDADE DO DONO! porque deixa o cão passear sem trela, numa região em que e cada 30 árvores uma é PINUS.

    Realmente o que mais mata animais são: “carraças, víboras, javalis ou vespas e abelhas, por exemplo. E já nem falo dos lobos”
    Sim, sim vamos ignorar e olhar para elas como lindos seres que passeiam no planeta terra.
    Pior do que a Lagarta é a hipocrisia Humana.

    • Carlos Franquinho Carlos Franquinho diz:

      Caro Chico, uma coisa é haver ninhos de processionárias nos pinheiros, outra coisa (bem diferente) é os pinheiros estarem a morrer pela ação das processionárias – é isso que afirmo ser pouco frequente acontecer.

      Quando falei de “carraças, víboras, javalis ou vespas e abelhas, por exemplo. E já nem falo dos lobos”, fi-lo em resposta à Maria, que disse “torna-se perigoso os passeios pelo campo”. Nem ela, nem eu estávamos a falar da morte de animais.

      Claro que lamento imenso a forma como elas afetam os cães, ou os acidentes que acontecem recorrentemente com as crianças, mas não é dramatizando nem fazendo das lagartas “o lobo mau” da história que se resolve esta questão.

      Elas podem não ser seres lindos, mas é precisamente aí que reside o essencial da mensagem que pretendi transmitir: os seres repugnantes, asquerosos e nojentos têm tanto direito à vida e a uma defesa imparcial, como os seres bonitos e fofinhos.

      • Rodrigo Ferreira diz:

        Concordo com muito do que disse mas realmente parece estar um pouco mal informado em relação ao impacto das processionárias, não sou especialista no assunto mas pelo que sei, desde 1997 existem duas espécies em Portugal que reproduzem-se em alturas do ano diferentes não dando tempo ao pinheiro de recuperar, parece que em Espanha e França o problema é maior, além disso a processionária tem vindo a ocupar território em direcção a Norte onde nunca tinha sido avistada a uma velocidade enorme.

        Como disse, não sou especialista apenas vi um documentário sobre o assunto que tentei encontrar para colocar aqui mas sem sucesso, apenas encontrei esta referência http://www.dcea.fct.unl.pt/noticias/2012/09/documentario-sobre-especies-invasoras-na-europa

        Mais informação aqui: http://speco.fc.ul.pt/revistaecologia_4_art_3_1.html

        • Carlos Franquinho Carlos Franquinho diz:

          Tenho conhecimento disso, Rodrigo. Não são duas espécies, é uma mesma espécie (Thaumetopoea pityocampa), com duas gerações em diferentes períodos temporais. É verdade que isso implica uma maior pressão sobre os pinheiros mas, habitando eu no local de origem da geração de verão, tenho impressão que os impactos adicionais, (nesta floresta pelo menos) são praticamente nulos.

          Desconheço como é a situação em Espanha e França e não tenho conhecimento que esta segunda geração da processionária (apesar de se encontrar em expansão) já tenha ali chegado. Se encontrar o tal documentário, ficava-lhe agradecido.

          Em termos meramente biológicos, isto é mais uma “nota positiva” para as processionárias: não é todos os dias que os cientistas podem estudar uma especiação em curso: uma vez que as duas gerações não se podem cruzar, estão a divergir dando origem, eventualmente, a espécies diferentes.

    • Pois, vamos tratar de extingui-las. O mundo é nosso, não é? Ignorância atroz.

  5. Armando Rosa diz:

    Coitadinhas das processionárias. Seria bom criarmos um movimento de defesa das próprias. Já agora gostaria de saber qual o valor acrescentado que estes queriduchos acrescentam à natureza. Para além de matarem os pinheiros (experiência própria), quase matarem animais (experiência própria) e provocarem imensas lesões dermatológicas em crianças mal avisadas (experiência própria).

    • Carlos Franquinho Carlos Franquinho diz:

      Armando Rosa, embora o ser humano use e abuse de tudo aquilo que a natureza nos dá, ela não existe para nos servir. Ainda que as processionárias possam (eventualmente) não nos trazer nada de bom, têm, como todos as outras espécies que conosco partilham o planeta, um valor intrínseco que é totalmente independente do seu comportamento ou aparência. Só uma visão antropocêntrica e antiquada do mundo em que vivemos não será capaz de reconhecer isso.

      Além do mais, a cada ano que passa, novos medicamentos vão sendo descobertos recorrendo às mais variadas espécies de plantas e animais. Quem sabe um dia a toxina segregada pelas processionárias não nos poderá vir a ser útil.

  6. JOANA diz:

    Muito bom! Tive já as duas experiência próprias de sofrer eu e passado uns anos um cão… nenhum de nós 3 morreu. Adoro vê-las em carreirinhos. Quero congratula-lo, não só pelo texto inicial, como por todas as respostas. Aproveito para dizer que quando vi a minha cadela com a língua do tamanho de um prato, esfreguei-lhe aloe puro e passados 10 ninutos ela estava a beber água normalmente. Sei que há injeções que podemos ter prontas em casa em caso de emergencia para um cão. Obrigada.

  7. A processionária ou lagarta-do-pinheiro (Thaumetopoea pityocampa Schiff.) é um inseto desfolhador que afeta as espécies dos géneros Pinus e Cedrus. Este inseto é endémico em Portugal e a severidade dos ataques depende do nível populacional, o qual é por sua vez profundamente influenciado pelas condições meteorológicas (temperatura e insolação), pelo conjunto de inimigos naturais ativos em cada estádio de desenvolvimento da praga (aéreo ou subterrâneo) e pela qualidade e quantidade de alimento, dos quais depende a fecundidade das fêmeas.
    O nome processionária vem da procissão formada pelas lagartas quando abandonam a parte aérea da árvore e se dirigem para o solo, onde se enterram para iniciarem a fase de pupa que pode durar de 1 a 3 anos.
    Pelo atrás exposto, fácil é perceber que normalmente estes insetos coabitam na floresta com as espécies arvenses de que se alimentam, mas quando são apelidadas de praga isso significa que o seu nível populacional aumentou de forma desproporcionada relativamente a essas mesmas espécies arvenses.
    Habitualmente, o retorno a um nível populacional que cause menos danos à floresta acontece em virtude quer da diminuição do “alimento”, quer das alterações climatéricas em cada ano, quer ainda das medidas de controlo de população que temos podemos e devemos utilizar.
    Obviamente, sabemos que nem sempre a floresta tem sido tratada da melhor forma pelo homem, pelas mais variadas razões, desde logo pelo imenso aumento da população humana nos últimos dois séculos, o qual necessariamente rouba espaço à floresta, bem como pela negligência, má gestão ou desconhecimento, pelas ações criminosas, tais como os incêndios ou pelas alterações climatéricas, a maioria dos quais poderão ser melhorados ou controlados por todos nós.
    Mas, ainda que todas as espécies existentes na natureza fazem parte dela e devem ser respeitadas, mas naturalmente, devem ser controladas para que não se dê um desequilíbrio ambiental significativo.
    À semelhança da praga de javalis, existente no país, causada principalmente pelo facto de estes não terem predadores naturais e pela irradicação da peste suína, também a praga da processionária pode causar severos prejuízos na floresta e para o ser humano.
    Dir-me-á que a maior praga é o enorme aumento da população humana. E eu pergunto, acha, então, que devemos começar a exterminar uma parte da humanidade?
    Afirma, a certa altura da sua crónica, que os seus pais lhe ensiram que não se tocava na processionária. Acontece que a processionária ou o pinheiro, bem como outras espécies arvenses não existem só nos campos, onde as pessoas estão familiarizadas com esses insetos, pelo que ao existirem perto ou mesmo dentro dos aglomerados populacionais, onde os seus habitantes são menos conhecedores dos efeitos nocivos que estes podem causar nos humanos ou nos animais, parece-me que faz todo o sentido que estes sejam informados dos mesmos e não me parece que isso possa ser considerado como qualquer tipo de alarmismo ou “xenofobia” contra a processionária, mas tão somente o disponibilizar de informação pertinente à população.
    Se viveu no campo, sabe, tão bem quanto eu, quais os efeitos que a “peçonha” da processionária pode causar nos humanos. Certamente, também saberá que os que se encontram mais sujeitos a esses efeitos são aqueles que trabalham no campo, particularmente os tiradores da cortiça ou os que se dedicam à apanha das pinhas.
    Pelo que, no respeito pela natureza, parece-me também que deverá haver respeito pelos humanos, mantendo-os informados e tentando defendê-los dos efeitos nocivos deste inseto, sem que isso configure qualquer tipo de alarmismo.
    Referiu que nas escolas não deveriam então existir pinheiros. Pois, e normalmente não há, mas se a escola se situar perto de um pinhal, talvez não seja uma boa medida ambiental destruir o pinhal, tal como não fará sentido mudar a localização da escola se esta for necessária ali. Não lhe parece?
    Assim, como defensora da natureza, que sou, mas nem utópica, nem demagógica, defendo igualmente que os seres humanos e os animais sejam informados e/ou defendidos dos efeitos nocivos da processionária, ou qualquer outro inseto, e que se utilizem todos os meios conhecidos para controlar o seu nível populacional, quando estes insetos atingem a dimensão de praga.

    • Carlos Franquinho Carlos Franquinho diz:

      Não percebo, exatamente, se a Teresa concorda ou não comigo. No fundo, está a defender o mesmo que eu: educação e informação.

      De tudo aquilo que escreveu, só discordo da parte da “praga”. Não vejo, em lado algum, a processionária a constituir uma verdadeira praga. Talvez seja eu tenha muita sorte em relação aos pinhais que conheço. Já várias pessoas comentaram que as processionárias destroem os pinhais mas, aos meus apelos de me indicarem um exemplo, apenas tenho recebido silêncio.

      “Dir-me-á que a maior praga é o enorme aumento da população humana. E eu pergunto, acha, então, que devemos começar a exterminar uma parte da humanidade?”
      – Por mais que me esforce, não sei em que parte do meu texto terei dado a entender ser essa a minha forma de pensar.

      A ideia que pretendi transmitir é a de que é possível conviver com as processionárias sem dramas. É possível (e não me oponho de todo) gerir as populações de processionárias sem que seja necessário demonizar o animal. Mas esse controlo deverá passar, necessariamente, por uma gestão integrada dos nossos espaços florestais.

      Talvez tenha passado a ideia (errada) de que estou a defender as processionárias da sua extinção. Não é disso que se trata. (Nem conseguiríamos fazê-lo, se fosse essa a intenção). O que me incomoda por um lado, é a demonização do animal e a dramatização desmesurada de cada caso envolvendo as lagartas. Por outro lado, choca-me o facto de nos termos afastado tanto da natureza que tenhamos desaprendido a lidar com estes (e outros) animais.

    • Angelina almeida diz:

      Há já alguns anos me disseram que tínhamos praga de processionária por falta de passaritos que as comiam. Talvez faltem aqui muitas aves .TALVEZ fosse útil usar muitos ninhos de chapim criar condições para que nidifiquem.em zonas de pinheiros .

  8. Rui Duarte diz:

    A mim faz-me alguma confusão que se pense em matar um animal apenas porque não se gosta dele ou porque nos faz mal, especialmente se se falar de espécies autóctone.
    Como pai de uma criança de seis anos e adepto fervoroso das atividades ao ar-livre (desde que me lembro, há já quase quarenta anos) faço questão de o ensinar tudo o que sei e que fui aprendendo ao longo das minhas muitas horas passadas no meio da natureza e bicharada.

    Sempre ouvi dizer que essas lagartas eram perigosas e para não lhes mexer… e nunca o fiz. Tenho tentado ensinar a mesma coisa ao pequeno. Se anda no chão e tem pelos (ou aparenta ter), não é para mexer. A mesma coisa aplicada a quem tiver muitas patas. Não mexer nem apanhar sem perguntar primeiro. Morava enquanto jovem numa área cheia de Pinhais e afins, éramos muitas crianças, e não me lembro de um único caso em que tenha havido problemas… todos sabíamos o que não fazer.

    A questão dos Pinheiros parece-me importante mas certamente que as lagartas não são o seu maior problema. Basta olhar para a Serra de Sintra e ver as manchas amarelas das Acácias em flor nesta altura. Chegará o dia em que grande áreas de vegetação não terão outra espécie de árvores que não acácias.

  9. Agar diz:

    Caro Carlos,

    Li o seu artigo com atenção mas devo dizer que discordo da sua visão sobre a situação das lagartas do pinheiro…
    De facto, a situação de expansão acelerada e danos para a natureza, ser humano e animais domésticos tem uma causa humana, mas não a que aponta. O aquecimento global está a fazer com que as lagartas, sensíveis ao frio, estejam agora a ter oportunidade de colonizar zonas até agora livres da sua existência. Este é um assunto que me interessa há muitíssimo tempo e ao qual dedico muita pesquisa. Se é o seu caso também, aconselho-o a seguir a evidência científica neste campo que está a ser desenolvida pelo Centro de Estudos Florestais, nomeadamente pela Prof. Manuela Branco e pelo Instituto superior de Agronomia. De facto, não só a área afectada é cada vez maior mas também se está a revelar, em Portugal, uma mutação genética inédita deste animal: em vez de apenas um ciclo reprodutivo anual, as lagartas que ocupam a zona centro do nosso país estão a desenvolver a capacidade de se reproduzirem duas vezes ao ano o que se revela uma adaptação extraordinária às alterações cimáticas mas também um risco acrescido para o ecossistema onde se inserem.
    Aconselho-o vivamente a consultar estas fontes que indico porque está bastante iludido em relação a esta problemática.
    Cortar as árvores nas escolas e ficar a observar as procissões destas “inofensivas quando deixadas em paz” lagartas são medidas que apenas colaboram para a perda do património florestal do país e para o desequilibrio de um ecossistema já de si tão fragilizado pelas razões que indicou.
    Cumprimentos

    • Carlos Franquinho Carlos Franquinho diz:

      Obrigado pelo seu comentário, Agar.

      A T. pityocampa está presente em todos os distritos de Portugal Continental. Pode haver anos mais propícios em que a sua incidência seja maior, mas não creio que esteja em expansão no nosso país uma vez que já ocorre em todo o território. É possível (desconheço) que se possa estar a expandir para o norte da Europa, onde poderá ser considerada uma espécie invasora. A ser o caso, e aliada à Thaumetopoea pinivora, espécie que ocupa o mesmo nicho na Europa do Norte, aí sim, poderá constituir uma ameaça grave às florestas de pinho.

      Relativamente à população de Verão, de que fala, está equivocado em relação às temperaturas limitantes: as lagartas são sensíveis ao calor e não ao frio. A nova população de verão, usufrui do clima habitualmente fresco do Pinhal de Leiria. Os estudos genéticos parecem revelar que esta população se estabeleceu há algumas centenas ou mesmo milhares de anos o que me faz duvidar que as alterações climáticas estejam relacionadas com a sua aparição.

      Habito na região onde surgiu esta segunda população e, nas minhas saídas, não vejo que o seu impacto real na floresta seja tão gravoso quanto isso. Infelizmente estão presentes ameaças bem maiores, como é o caso da proliferação desenfreada de acácias, essas sim, uma ameaça bem real à sustentabilidade da nossa floresta…

  10. David diz:

    Tenho um pinhal adjacente à minha casa e a lagarta do pinheiro nunca prejudicou muito meus pinheiros. Tinha 50% dos pinheiros com ninhos, mas poucos. O ano passado subi ao pinho mais bonito e limpei os dois ninhos que tinha (ninhos antigos) por uma questão de estética. Este ano o pinheiro tinha mais de 10 ninhos. Meu lindo pinheiro ficou lastimável juntamente com muitos outros. Pus mãos à obra e posso dizer que retirei a vontade mais de 4000 lagartos dos meus pinheiros. Cheguei a retirar 200 lagartos por dia de 1 pinheiro só. O clima este ano criou condições para que a lagarta proliferase e virou uma praga. Eu só restabeleci o equilíbrio.

  11. Graça Barros diz:

    Gostei imenso do texto, Carlos! Obrigada!
    Era de grande valia, ser bem divulgado.

  12. Sofia diz:

    É verdade, parece que o mundo é pequeno demais para todos nós… Os humanos acham que só há espaço para eles, os restantes animais que emigrem para outro planeta… As pessoas querem viver no campo, mas as folhas incomodam, os animais incomodam, a sombra das árvores incomoda, tudo incomoda, mas nós somos os que mais incomodamos, seja por onde passarmos não somos capazes de deixar tudo como estava. Temos de tocar nisto, mexer naquilo, tirar o outro….

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