Aproveitando um dos primeiros dias amenos e soalheiros deste final de inverno, efetuámos uma pequena visita à Serra de Montejunto, local que conhecemos apenas de passagens rápidas de há uma dezena de anos atrás.

Estação da Biodiversidade de Montejunto

Durante a manhã, optámos por realizar o percurso da Estação da Biodiversidade instalada no local. Trata-se de um circuito acessível, com cerca de dois quilómetros, sem grandes desníveis e razoavelmente bem assinalado. Infelizmente, apesar de ser uma infraestrutura recente, alguns dos painéis deste circuito já desapareceram – fica a dúvida se terão sido alvo de vandalismo ou se terão sido destruidos por alguma intempérie.

Durante esta caminhada avistámos algumas borboletas, com um claro destaque para as Callophrys rubi que apareceram em grande quantidade.

Real Fábrica do Gelo

Depois de almoçarmos no simpático parque de merendas ali instalado, fomos visitar a Fábrica do Gelo. Somos repetentes no local mas, os 10 anos de intervalo entre visitas resultam num espaço bem diferente daquele que conservamos na memória. Em 2007, aquando da nossa primeira visita, toda a área se encontrava votada ao abandono com o mato a crescer entre as ruínas da antiga fábrica. Atualmente, porém, o espaço foi recuperado, vedado e serve a sua função de forma exemplar: é um veículo de instrução e de cultura histórica.

PR1 – Trilho da Quinta da Serra

O Trilho da Quinta da Serra é um pequeno percurso circular com cerca de 5 km de extensão e de dificuldade moderada. Embora seja plano em grande parte da sua extensão, existem algumas zonas de declive e de piso algo traiçoeiro, pelo que não será um percurso acessível a todos.

Ao longo desta caminhada, atravessamos uma série de habitats distintos, de onde se destaca a mancha de carrascal, Quercus coccifera. As paisagens que se podem observar ao longo do percurso, valem o pequeno esforço extra. Destaco a paisagem que podemos apreciar junto ao posto de vigia.

Curiosamente, ao longo deste percurso, encontrámos alguma variedade lepidopterológica muito mais interessante que aquela que avistámos de manhã. Além das omnipresentes Callophrys rubi, apareceu-nos a Zerynthia rumina, a Vanessa atalanta, a Vanessa cardui e, a cereja no topo do bolo, uma espécie que nunca tinha observado antes: a Tomares ballus.

Ruínas do Convento Dominicano de Nossa Senhora das Neves

Para terminar o dia, uma visita às ruínas do Convento Dominicano. Com o cair da tarde e o vento gélido a instalar-se, a visita foi necessariamente curta, mas serviu para o registo fotográfico de mais um monumento ao abandono.

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