Janeiro

Marinha Grande. No inverno passado um bando de gaivotas estabeleceu-se na cidade. Na altura, ver centenas de aves a pairar sobre os prédios, ainda era uma visão algo invulgar. Entretanto, um ano volvido, elas mantém-se por cá e já fazem parte da paisagem urbana.

Fevereiro

Santa Eufémia, Leiria. Com o decorrer do inverno, à medida que perdem a sua folhagem, os carvalhos vão ficando nus. Este exemplar, no Vale do Lapedo, já tinha perdido as suas cores outonais, sobrando-lhe as galhas resultantes da deposição dos ovos de pequenas vespas.

Março

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Pinhal do Rei, Marinha Grande. A pequena Callophrys rubi é uma das primeiras borboletas a marcar a chegada da primavera ao nosso país. Com o avançar da estação a espécie desaparece, quase completamente, até ao ano seguinte.

Abril

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Pinhal do Rei, Marinha Grande. Com a primavera agora instalada em pleno, os insetos, como esta pequena abelha, exercem o seu papel insubstituível na polinização das flores. Aqui, sem descurar a limpeza das suas antenas, a abelha carrega-se de pólen numa flor de Halimium calycinum.

Maio

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Serra da Estrela, Manteigas. No Vale Glaciar do Zêzere alguns dos pequenos afluentes do rio precipitam-se entre os blocos de granito formando pequenas cascatas. A humidade constante permite que o musgo se estabeleça nas rochas, pintando-as em singulares tons de verde.

Junho

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Redinha, Pombal. Embora a Pieris rapae seja uma das borboletas mais comuns da nossa lepidopterofauna, não é, seguramente, uma das mais fáceis de fotografar. Esta, avistada no Canhão do Vale dos Poios, revelou-se bastante permissiva.

Julho

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São Cristóvão de Lafões, São Pedro do Sul. Acompanhando o curso do rio Varoso, a curiosa levada da Paradela, proporciona um percurso muito agradável em que toda a envolvente parece fazer lembrar as levadas insulares. Nos pontos em que a água represa é fácil encontrar pequenos anfíbios, como esta rã-ibérica.

Agosto

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Córdova, Espanha. Numa noite quente de agosto, as movimentadas ruas de Córdova enchem-se de turistas. Nas ruas mais sossegadas a iluminação artificial atrai uma miríade de insetos e estes, por sua vez, atraem as osgas. Nesta única parede contamos 17 destes simpáticos répteis.

Setembro

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Fataunços, Vouzela. Uma fêmea de Lluciapomaresius (um obrigado a Jorge Gutierrez pela identificação do género) faz uso do seu espigão de aspeto ameaçador para a sua singela função: a ovoposição dos ovos que garantirão uma nova geração destes belos insetos.

Outubro

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Penoita, Vouzela. A mata da Penoita é constituída, essencialmente, por árvores caducifólias. Com a chegada do outono, o verde da folhagem transforma-se numa multitude de tons de amarelo, vermelho e castanho. Neste dia, as cores outonais aliadas ao nevoeiro e ao verde do musgo resultaram numa paisagem de encantar.

Novembro

Arrimal, Porto de Mós. Com o outono no auge, uma diversidade de fungos eclode de entre a folhagem caída nas nossas matas. Aqui, fotografado à la meet your neighbours style, este cogumelo surgiu numa mata de carvalhos durante um percurso no Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros.

Dezembro

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Marinha Grande. Com o ano a chegar ao fim e ideia deste post a surgir, uma análise às fotos de dezembro revelou zero imagens publicáveis. A solução foi apontar a máquina ao motivo mais à mão. Neste caso, uma natalícia natureza de plástico.

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