Durante o inverno, particularmente em dias de tempestade, não é invulgar avistar alguns bandos de gaivotas sobre a Marinha Grande. Estes pequenos grupos, com cerca de uma vintena de indivíduos, estão apenas de passagem e em poucos minutos desaparecem.

Desde há uns meses para cá, porém, a situação alterou-se. As gaivotas parece terem vindo para ficar e, de dia para dia, o seu número parece aumentar consideravelmente. Hoje seriam, certamente, centenas, sobrevoando a cidade em círculos alargados, sem nunca se afastarem.

Uma visão invulgar que, por isso mesmo, suscita alguma curiosidade.

A manter-se esta tendência, porém, com o bando a aumentar e a fixar residência, parece-me inevitável que os interesses das gaivotas choquem com os interesses dos homens. Um bando com estas dimensões deve fazer porcaria suficiente para começar a tornar-se incómodo. Por outro lado, se considerarmos a sua alimentação citadina (aposto que não é peixe fresco), alguém se lembrará que estes animais constituem um problema de saúde pública.

Uma vez que os nossos decisores não primam pela sensibilidade ambiental, deixo um alerta antecipado: matá-las a tiro não é solução. É preciso descobrir o que as atrai e eliminar o problema na fonte.

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