Nos últimos dias o território continental tem estado sujeito a uma forte instabilidade atmosférica de origem convectiva, de que têm resultado umas belas tempestades elétricas noturnas.
Não sendo, propriamente, um fenómeno raro, também não é um evento muito frequente pelos nossos lados. Daí que, já há alguns anos, aguardava por uma noite destas com a intenção de fazer umas experiências fotográficas.

Aqui ficam os resultados.

Noite de 16 de Maio, entre as 21h20m e as 22h05m

Noite de 17 de Maio, entre as 21h20m e as 22h15m

Apesar da espetacularidade de alguns relâmpagos, tanto na primeira como na segunda noite, raramente se ouviram os trovões associados. Na noite do dia 17, a trovoada parece ter sido mais intensa mas ligeiramente mais distante pois, na maioria dos casos, apenas se distinguia o clarão sem se distinguir os detalhes do raio.

Uma vez que, depois da colocação de algumas destas fotos no facebook obtive, para além dos habituais “Gosto”, algumas solicitações sobre a técnica utilizada, aqui ficam os detalhes!

Material necessário:

  • máquina fotográfica de gama média / alta
  • tripé
  • cabo disparador
  • paciência
  • trovoada q.b.

Comece por observar o céu e identifique o local onde aparecem relâmpagos com maior frequência. Monte a máquina no tripé e aponte-a para o local escolhido focando-a num objeto distante.

Agora vem a parte mais técnica, mas essencial. Uma vez que vamos fazer longas exposições, escolha um ISO baixo para que a fotografia não fique sobre-exposta logo aos primeiros segundos (em todas estas fotos utilizei ISO 100). A abertura necessária depende dos fatores ambientais (poluição luminosa) e da distância da tempestade pelo que poderá variar de caso para caso. De qualquer modo, na generalidade destas fotos utilizei um f/4.5 (baixo, portanto). Finalmente, em relação ao tempo de exposição, escolhe-se o modo bulb.

Configurações feitas, é só ligar o cabo disparador à máquina e disparar, mantendo o botão premido (os cabos disparadores permitem fazer isso) até surgir um relâmpago, libertando-o então. Se tudo correu bem, aí está uma bela foto para a posteridade. Entretanto, é possível que não surja nenhum relâmpago em tempo útil (que variará consoante as condições de luz locais), pelo que o melhor, nesse caso, será terminar essa foto e iniciar outra. Repetir, uma e outra vez… :)

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