Confesso. Há um lado geek em mim que ainda vibra com este tipo específico de ficção científica. Daí que, apesar de todas as reservas, um filme como Tron me arrastaria sempre até ao cinema. Será que valeu a pena?

Não.

Primeiro ponto: o 3D. É uma tecnologia totalmente disparatada. Não conheço ninguém que goste de passar duas horas com uns óculos ridículos na cara, a tentar esforçar os olhos para tentar acompanhar uma sequência de imagens que parecem tridimensionais. Não passa de um engodo, uma tentativa de nos impingir algo em que não estamos interessados, a troco de uma desculpa para aumentar o preço dos bilhetes. Nada mais o justifica. Fica a promessa: não voltarei a assistir um filme neste formato.

Segundo ponto: os efeitos especiais e as rápidas sequências de imagens, por mais espetaculares que sejam, tornam extremamente difícil acompanhar os detalhes do filme. Aliando-lhe o contratempo do ponto anterior, aí temos o resultado: uma confusão visual.

A história tem momentos demasiado óbvios mas, num filme como este, isso não é, de todo, o mais importante! É perfeitamente aceitável.

Felizmente não foi tudo mau.

A banda sonora é irrepreensível. Não só encaixa como uma luva neste filme, como é, por si só, merecedora de atenção e destaque. Muito bem estiveram os Daft Punk. Ouçam tudo aqui.

E para terminar, a 13. A Olivia Wilde é outro grande ponto a favor deste filme!

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