The Social Network

É curioso, para variar, ver um filme em que o geek da história não é também palhaço e o atrasadinho, motivo de risota ou de pena.

Não é todos os dias que no diálogo de um filme (neste caso era mais um monólogo), se ouve qualquer coisa como isto:

Também deixam tudo aberto, mas sem índices no Apache. Posso fazer uma pesquisa vazia e vai dar-me todas as imagens na base de dados numa página. Posso salvar a página e o Mozilla vai salvar-me todas as páginas.

Talvez seja um sinal dos tempos. Sinal de que os novos heróis já não são os musculados mauzões de outros tempos mas sim os lingrinhas socialmente inadaptados. Se isso é bom ou mau, não sei. Mas uma vez que o mundo que temos é uma herança dos tais mauzões do passado, julgo que tudo o que revele uma mudança será bem recebido. Adiante.

Independentemente da veracidade dos factos retratados, é difícil apontar alguma crítica a um argumento como este. A vertiginosa sequência de diálogos (principalmente na voz de Jesse Eisenberg) é fantástica e só peca pela nossa dificuldade em acompanhar o ritmo – tentar seguir as legendas parece-me fora de questão!

What I gleaned from viewing “The Social Network” was bigger and more important than whether the scenes and details included in the script were accurate. After all, the movie was clearly intended to be entertainment and not a fact-based documentary. What struck me most was not what happened – and what did not – and who said what to whom and why. The true takeaway for me was that entrepreneurship and creativity, however complicated, difficult or tortured to execute, are perhaps the most important drivers of business today and the growth of our economy.

Quando Eduardo Saverin, uma das personagens do filme e cofundador do Facebook faz um comentário como este, que mais se poderá acrescentar?

A única crítica possível: é demasiado cedo para contar esta história e o resultado é notório – quando o filme termina, temos a sensação que ainda vai a meio. Na realidade, só o futuro poderá acrescentar-lhe um ponto final. Aguardemos.

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